quarta-feira, 17 de março de 2010

De alma lavada na II Conferência Nacional de Cultura

“Alma lavada, alma lavada,
Dessa vida não se leva nada”

Titãs
Nem com todas as expectativas positivas pude imaginar o resultado do que aconteceu neste último final de semana em Brasília. Mais de um ano de mobilização, um esforço amplo para um perfil diferenciado de representação e construção com todos os estados e linguagens representadas.

Na Conferência, o delegado do Acre valia a mesma coisa do que o de São Paulo. E não era porque ambos tinham um voto, mas porque passaram pelo mesmo funil na escala representativa com proporções e tetos iguais. Cada estado tinha direito ao máximo de 50 representantes estaduais que vinham de um recorte municipal também igualitário. No Rio de Janeiro fomos 42 delegadas e delegados, sendo apenas 3 da capital, que tinha eleito 25 representantes à etapa estadual.
 
Confesso que em alguns momentos tive receio que, com um perfil tão diferente e que até pouco tempo não participava diretamente dos processos nacionais, o resultado poderia ser frágil. Me descobri completamente enganada e como me sinto enriquecida por conhecer tantas histórias e formações diferentes e mentes igualmente capacitadas para o debate das políticas públicas de Cultura!
 
Houve também aqueles que não acreditaram no processo de construção com setores e linguagens artísticas. Como eu, ao invés de corporativismos, assistiram o esforço da unidade e o reconhecimento de todo o plenário de votar pela aprovação de todas as propostas definidas por cada uma das 19 pré-conferências setoriais. Assim, a área de Museus, como as demais, tem 32 prioridades gerais, mais 5 específicas.
 
O espaço foi da concertação da generosidade em escolhas para além dos corporativismos. Mesmo os grupos de interesses mais consolidados saíram da II CNC com seu registro expresso, mas  com uma ampla compreensão da importância de País. Conflitos, debates acirrados e embates absolutamente construtivos consolidaram mais que propostas e diretrizes.

Do resultado, quero ressaltar a proposta do Sistema Nacional de Cultura, com a expressiva votação de quase 90% das delegadas e dos delegados. A proposta do Sistema inclui a agenda da institucionalização da Cultura. Não aquela para a burocratização, mas para o reconhecimento como direito, do orçamento pleno, de garantias para a participação da sociedade nas discussões e decisões na política pública. As PECs 416/05, 150/03 e 49/07 foram priorizadas na urgência da necessidade que temos.

O que era uma ideia formulada para o programa de governo do Presidente Lula em 2002 foi completamente absorvido pelos militantes da Cultura. Saiu da pauta partidária e hoje pertence a toda sociedade. Não precisamos de partidos para autorias, mas para a disputa do projeto que estamos construindo e implementando no Brasil de hoje, a Cultura num país de todos. Valeu cada movimento e esforço de muitos dirigentes que passaram pelo Ministério da Cultura e dos que hoje estão nesta tarefa.
 
De minha parte, me sinto agradecida pela oportunidade de estar e fazer parte deste momento. Confio que este grande movimento não tem mais refluxo. Quem quiser debater o novo Brasil, quem quiser pensar além, vai ter de pensar na Cultura também.

Morgana Eneile
Museologia por profissão, gestora cultural por atuação, política por opção.
Secretária Nacional de Cultura do PT

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mobilização Cultural

O ano de 2010 se inicia com um conjunto de ações e eventos do segmento da Cultura. Uma extensa agenda no Congresso Nacional deverá aprovar o Vale Cultura e o Plano Nacional de Cultura no Senado. Na Câmara vemos a instalação da Comissão Especial para a PEC 416 do Sistema Nacional de Cultura e a apresentação do PROCULTURA. A PEC 150 está pronta para a pauta. Ganhamos 1% do orçamento, mas precisamos garantir a constitucionalidade desse Direito.  E ainda vem a consulta pública da Reforma da Lei do Direito Autoral
Vivemos um novo modelo de construir política pública para a Cultura. A II Conferência Nacional de Cultura, que ocorre nos próximos dias 11 a 14 de março, reunirá centenas de delegados de todo o país representando 2920 cidades que realizaram etapas municipais, e os segmentos culturais.
Os Pontos de Cultura terão também um grande momento na Teia 2010 do Ceará no fim de março. São esperados representantes dos mais de 2000 pontos de Cultura que hoje atendem milhões de pessoas.
Para os Petistas da Cultura mais desafios se avizinham. Temos de apresentar o melhor projeto para a consolidação e o avanço das nossas conquistas. Devemos estar juntos com parceiros e aliados.  Mais que nunca nosso projeto estará à prova. Nossa vantagem: uma revolução cultural em prática.
Cultura é coisa de todo mundo sim! A Cidadania que queremos é transformadora por que é cultural.
Morgana Eneile é Secretária Nacional de Cultura do PT.

Publicado no Jornal Movimentos, Edição 01 Fevereiro de 2010.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

LULA, o filho do Brasil


1º de janeiro de 2010 será um grande dia para o Brasil, assim como foram 27/10 de 2002 e 29/10 de 2006. Esta é a data de estreia do filme que desde seu anúncio causa polêmica: Lula, o Filho do Brasil.
Ano que vem acontece a eleição presidencial. Lula não será candidato, uma vez que está em seu segundo mandato. No entanto, ele tentará eleger Dilma Rousseff, atual ministra-chefe da Casa Civil, como sua sucessora.
Impossível esquecer todo este contexto ao entrar na sala de cinema. Da mesma forma, não há como abandonar as opiniões a respeito do governo em exercício. Será que o longa terá realmente alguma influência nas eleições, precisamos aguardar para ver.  Fato é que, independentemente de tudo isso, o filme tem o mérito de narrar uma trajetória de vida admirável.O que se vê na tela é uma tentativa de condensar, em duas horas, mais de três décadas de história. Do nascimento de Luiz Inácio no sertão pernambucano, em 1945, à ascensão de Lula como líder sindical em São Bernardo do Campo, em 1980 – ano da morte de sua mãe, Lindu. Estamos muito ansiosos por este momento... já estou na fila para comprar o meu ingresso, rsrsrs!!!



Mais informações visite o site: http://www.lulaofilhodobrasil.com.br/


Fonte: MSN. com

“Subjetivo Feminino: um olhar latino-americano “




A partir do dia 11 de dezembro o Instituto Cervantes em São Paulo iniciará a exposição “Subjetivo Feminino: um olhar latino-americano “, das fotógrafas brasileiras Claudia Jaguaribe e Flavia Junqueira e das argentinas Nicola Constantino e Erica Bohm.
Oposto à preocuparação estética e objetiva dos retratos e paisagens fotógraficas, as quatro mulheres extrapolam os limites concretos destas duas formas e, de forma pessoal e subjetiva, apresentam trabalhos dignos de produções cinematográficas.
A natureza robotizada e digitalizada de Claudia Jaguaribe assemelha-se a ficção científica, o nevoeiro sombrio nas paisagens de Erica Brohn é digno de filmes de terror, a cartonização das fotografias de Flavia Junqueira quase que pertecentes aos filmes de Tim Burton e os autos retratos videocliptícos de Nicola Constantino poderiam ser muito bem expostos em rolo projetores. 


A exposição fica em cartaz até o dia 30 de janeiro de 2010.
Mais informações entre no site: http://saopaulo.cervantes.es


Fonte: MSN.com